And I go
'round
and 'round
in this wicked
merry go 'round.
Its pace is slow.
Like something
which don't want
to stay,
but don't want to go.
It stamped me with a blur
of blood in the neck.
And my destiny
is now evilly sure.
It's round.
And flat.
And I can't stop.
I just can't
stop.
And I don't want to go.
But there is a flow
'round
and 'round.
And there is no way out
from this vicious
merry go 'round.
'Cause it goes
'round
and fucking 'round.
Every fucking night.
Not happy enough to laugh.
Not sad enough to cry.
And the buildings
remind me,
while I go
'round
and 'round,
that everything falls off.
And the city lights
remind me
that everything
turns off.
And the streets
that leads my bones
always remind me
that I don't feel at home
anytime,
anywhere.
And everything is fading
while I go 'round
and 'round.
The gasoline.
The cigarettes.
The money.
The night.
The time.
The body.
The sanity.
But something stands
hiding in a lair
that anyone found.
A demon of the night.
This fucking
merry go 'round.
Coisa Ruim
Você
que eu não quero mais ter.
Não "você", você... Mas você!
Esse você que todos tem;
que todos parecem saber quem.
Sempre um alguém;
um outrem.
Deixem esse pessoal em paz.
Não é paz que querem
em vossos corações
carentes, e arrependidos, e tolos?
Não sois vós os manjadores?
Os que decoraram a tabela do certo e errado?
Os que tem "atitude" quando a tendência é falar em
Atitude.
Os que silenciam quando a moda é dizer que
"Silêncio faz bem"?
Olhe pra dentro, e aguarde.
Quando um dos seus demônios aparecer
e nós sempre aparecemos
E sorrir pra você
e nós sempre sorrimos
Não tente expulsá-lo.
Porque ele não vai ir embora.
Nós nunca vamos
Sorria de volta.
Aperte sua mão.
E faça as pazes com ele.
que eu não quero mais ter.
Não "você", você... Mas você!
Esse você que todos tem;
que todos parecem saber quem.
Sempre um alguém;
um outrem.
Deixem esse pessoal em paz.
Não é paz que querem
em vossos corações
carentes, e arrependidos, e tolos?
Não sois vós os manjadores?
Os que decoraram a tabela do certo e errado?
Os que tem "atitude" quando a tendência é falar em
Atitude.
Os que silenciam quando a moda é dizer que
"Silêncio faz bem"?
Olhe pra dentro, e aguarde.
Quando um dos seus demônios aparecer
e nós sempre aparecemos
E sorrir pra você
e nós sempre sorrimos
Não tente expulsá-lo.
Porque ele não vai ir embora.
Nós nunca vamos
Sorria de volta.
Aperte sua mão.
E faça as pazes com ele.
Viadagem e Mastodontes
As vezes os pelos do meu braço arrepiam;
e depois a barba.
A nuca é mais difícil; mas acontece.
Isso tudo
no contato com alguma sutileza.
Num poema, numa música, num filme.
Às vezes num silêncio, num espaço.
Numa simples quebra
de linha.
Mas é raro.
Um homem não deveria sentir isso,
dizem os mastodontes; às vezes um ou outro
motoqueiro.
Eu mesmo o diria se fosse sexta à noite,
se fosse um bar,
e eu estivesse de jaqueta de couro
e botas.
Mas é quarta à tarde.
E eu sei que sua casca grossa
parte-se em mais de mil pedaços,
ao fim de toda madrugada
interminável.
Mas fica entre nós.
e depois a barba.
A nuca é mais difícil; mas acontece.
Isso tudo
no contato com alguma sutileza.
Num poema, numa música, num filme.
Às vezes num silêncio, num espaço.
Numa simples quebra
de linha.
Mas é raro.
Um homem não deveria sentir isso,
dizem os mastodontes; às vezes um ou outro
motoqueiro.
Eu mesmo o diria se fosse sexta à noite,
se fosse um bar,
e eu estivesse de jaqueta de couro
e botas.
Mas é quarta à tarde.
E eu sei que sua casca grossa
parte-se em mais de mil pedaços,
ao fim de toda madrugada
interminável.
Mas fica entre nós.
Meus boletos estão todos pagos
Quantas vezes já derramei vodka na jaqueta?
Quantas vezes!
Derramei por estar bêbado; Não pelo copo estar muito cheio.
Sem desculpas esfarrapadas.
Deixemo-as para amanhã cedo.
Derramei na jaqueta, no inverno.
Na camisa, no verão.
Nos sapatos derramei o ano todo.
Nunca nos outros, porque sou culto.
Só às vezes, porque sou cretino.
Porque sou os dois.
Quantas vezes olhei para uma mulher,
que todos sabiam o nome, menos eu, e pensei:
Você nem é tudo isso!
Ou ainda:
Grandes bosta!
Outros se derretiam em desejo.
Nestes momentos, quantas vezes olhei para o lado
à procura do garçom.
Ele eu conhecia pelo nome; e ele sorria.
Quantas vezes tudo ficou mais fácil
depois de não dever nada a uma mulher?
E então, depois disso,
de não dever nada à nenhuma das outras mulheres do mundo.
Tornearia
Fosse parte integrante
Dos que nunca pestanejam,
Não seria petulante
Permitir que entrevejam
A maneira cordial,
Sem apelo canibal,
Com que olhos arregalas,
E que as moças encurralas.
Não tem jeito que estilhaça,
Nem presença que ameaça.
Mas há quem se satisfaça.
Até quem se liquefaça!
Não se faz só vergalhão
Dentro da tornearia.
Também se faz corrimão
Pra pegar na mão macia.
Seria atrevimento
Passar de divertimento?
Qual a altura da queda
De um amor que se veda?
Coração não é enfeite.
É bom que logo se aceite.
Quando vier, espreite; Suspeite.
Mas quando tiver, respeite.
Espaço
A brisa fresca, no inferno da tarde.
O beijo morno, na noite estúpida.
"Ah, um café! Ah, um cigarro! Ah, um feriado!"
Se se alegras num instante ameno,
Que dia penoso há de surgir no horizonte!
Quanta cinza ainda vai aspirar.
Se ao menos pudesse me deleitar plenamente na ilusão.
Olhar na cara do vazio e não ter náuseas.
Mas sempre há esse som...
O som do vento! Só do vento...
Dizendo: "Vês? Não há nada!"
''O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego.
Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas
relações demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego que nos
causa dor.Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E
então se nós, de fato, perdermos, vamos sofrer. O que eu quero dizer é
que o amor genuíno é... Bem, o apego diz: ''Eu te amo, por isso eu quero
que você me faça feliz.'' E o amor genuíno diz: ''Eu te amo, por isso
quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir,
eu só quero a sua felicidade.'' É portanto um sentimento bem diferente.
Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é
como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas
fluam. Não é ficar preso com força. Quanto mais agarramos o outro com
força, mais nós sofremos. Porém é muito difícil para as pessoas
entenderem isso, porque eles pensam que quanto mais elas se agarram a
alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro. Mas não é
isso. Elas realmente estão apenas tentando prender algo porque elas tem
medo de que se não for assim, elas é que acabarão se ferindo. Qualquer
tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos
pelo outro será certamente muito complicado.Quero dizer que, idealmente,
as pessoas deveriam se unir já se sentindo preenchidas por si mesmas e
ficarem juntas apenas para apreciar isso no outro, em vez de esperar que
o outro supra essa sensação de bem estar que elas não tem sozinhas. E
isso gera muitos problemas. E isso junto com toda a projeção que vem do
romance, em que projetamos nossas idéias, ideais, desejos, e fantasias
românticas sobre o outro, algo que ele nunca será capaz de corresponder.
Assim que começamos a conhecê-lo, reconhecemos que o outro não é o
príncipe encantado ou a Cinderela. É apenas uma pessoa comum, também
lutando. E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas, e
de sentir desejo por elas e também ter bondade amorosa e compaixão,
será um relacionamento muito difícil.''
(Jetsunma Tenzin Palmo)
Pensas se esconder muito bem, suponho. Pensas que sua atuação é esplendorosa, por ser aplaudida; comentada. Ainda esforça-se pra sustentar o personagem? Ou já chegou no ponto em que confunde-se? Em que não sabe mais se é ventríloco ou boneco.
Não me importa seu figurino. Esse vestido, ou essa gravata. As cores no seu rosto, esse sorriso amarelo, andar orquestrado, seus acenos à ninguém. Quando olho, ainda vejo sangue e carne. Vejo dor e medo. Fuga. Vejo a você. Mesmo que talvez nem você se veja mais.
Os muros que erguemos, nos quais pusemos tanto tempo e energia, são altos, e só me dão pena. Porque escalá-los é cada vez mais difícil, mais cansativo, demorado. É um trampo. Que às vezes parece mais fácil ficar apenas andando entre as muralhas, só.
Mesmo sabendo que atrás de cada uma delas está alguém. Só mais um alguém, igual a nós, que quer ser olhado nos olhos; ao menos por uma tarde inteira.
Não me importa seu figurino. Esse vestido, ou essa gravata. As cores no seu rosto, esse sorriso amarelo, andar orquestrado, seus acenos à ninguém. Quando olho, ainda vejo sangue e carne. Vejo dor e medo. Fuga. Vejo a você. Mesmo que talvez nem você se veja mais.
Os muros que erguemos, nos quais pusemos tanto tempo e energia, são altos, e só me dão pena. Porque escalá-los é cada vez mais difícil, mais cansativo, demorado. É um trampo. Que às vezes parece mais fácil ficar apenas andando entre as muralhas, só.
Mesmo sabendo que atrás de cada uma delas está alguém. Só mais um alguém, igual a nós, que quer ser olhado nos olhos; ao menos por uma tarde inteira.
Passara tempo de mais na adega. No porão impecavelmente limpo repousavam seus vinhos, e ele. Estava obcecado. Morreu a mulher no sofá da sala. Ficou lá. Os gatos foram embora. Ficou o velho; e os vinhos. Tinha medo de abri-los e achar vinagre. Mas tinha vontade.
Um dia abriu um. Era vinagre. Abriu todos. Vinagre. Chorou no chão, ensopado em vinagre. Lamentável.
Decidiu subir.
Lá fora, ouviu um menino gritar: "Que alívio!"
Saiu.
Um dia abriu um. Era vinagre. Abriu todos. Vinagre. Chorou no chão, ensopado em vinagre. Lamentável.
Decidiu subir.
Lá fora, ouviu um menino gritar: "Que alívio!"
Saiu.
Quando olhei para aquele senhor, me deu vontade de chorar. Sempre me dá. Não só para aquele, específico, afinal, nem o nome dele eu sei. Mas, em geral, velhos me dão vontade de chorar. Não chorar "chorar", sabe? Mas aquele nó na garganta que a gente chama de vontade de chorar, que acontece sempre que se sente um misto de empatia e compaixão pelo outro. É bonito ver timidez, insegurança e um pouco de medo nos olhos de alguém com mais de 70. Faz a gente se se sentir mais vivo, mais seguro e menos oprimido pela necessidade de ter que ser foda.
Assinar:
Postagens (Atom)

