Sobre a 4ª e 5ª dimensões

A vida terrena é para ser vivida com a sabedoria do Espírito, fluindo através dela com mais aceitação e flexibilidade; procurando aceitar todas experiências vividas, mesmo as mais penosas, como oportunidades de tornar consciente sobre as ansiedades, preocupações, expectativas ou apegos que deve e pode reprogramar, a fim de libertar a mente do jugo do ego e dos padrões limitadores, emocionais automatizados, que mantêm a consciência presa em níveis inferiores ao nosso potencial humano infinito de realização.


Necessitamos de voluntariamente, buscarmos o amadurecimento, o conhecimento e a capacitação para o autocontrole mental e emocional, a fim de alcançarmos a paz interior e a elevação da freqüência de vibração do medo e separação para o amor e a união incondicionais que são as metas espirituais.

Muitos de nós vivem a vida com uma visão fragmentada de si mesmo e da vida universal. Querendo mudar pessoas ou as coisas que não se ajusta a sua forma de pensar, num estado de permanente insegurança. Nossa propensão ao medo, às críticas, as preocupações, à ansiedade, à mágoa, ao ódio, ao ciúme, à inveja e ao sentimento de culpa, adquiridos geralmente na infância desta vida, ou das vidas anteriores, nos levam a permanecer numa estreiteza mental, sem a participação do coração. Portanto, do amor e da compaixão, nos afastando de nossos semelhantes que no momento estão desorientados.

Isso tudo, acrescido da ignorância de onde viemos, da nossa origem e única fonte, também por desconhecermos nossa missão nesta vida e sobre como evoluirmos a nossa consciência dentro de uma mesma encarnação, cria as turbulências, o sofrimento e as depressões, ou seja, a permanência em vibrações inferiores de consciência. Ficando assim, cada vez mais difícil de alcançarmos o que todos gostariam: a paz de espírito, o equilíbrio, a felicidade e a prosperidade, que são frutos de ações conscientes, crescentes e contínuas, porém sutis e amorosas que só se consegue quando você está em união com sua espiritualidade, com sua alma e com sua mônada.

João C. Pennafort
Pensamento

Muito embora a dimensão temporal seja linear, o homem vê tudo de forma cíclica. O relógio, as orbitas, a rotação, a translação, a rotina do "um dia após o outro". Mas o fato é que nenhuma destas coisas é de fato cíclica. Nenhuma destas coisas é de fato repetitiva, ou réplica dela mesma. Por mais absuda que pareça esta afirmação. O tempo é linear, e nada pode ser repetido. Nada pode ser feito de novo. É um fato. Então, insistindo em tornar a levantar toda manhã e tentar, em vão, fazer a mesma coisa que no dia anterior, o indivíduo se estressa, se emburrece e sente-se impotente - o que, de fato, é - e isso machuca seu reluzente, porém frágil, ego; E o dia mostra à ele que a busca pela perfeição detalhista das mesquinharias cotidianas é utópica e imbecil, pois bate de frente com a linearidade do tempo, onde não há réplica. E o tempo, meus caros, é uma força maior do que qualquer mamífero de calças jeans.
A pior coisa é a liberdade. A liberdade de qualquer tipo é o pior para a criatividade. Quando estive dois meses na prisão em Espanha, esses dois meses foram os que me deram mais gozo e os mais felizes da minha vida. Antes de ter ido para a prisão, estava sempre nervoso, ansioso. Estava sempre em dúvida se deveria fazer uma pintura, ou talvez um poema, ou se deveria ir ao cinema ou ao teatro, ou ir ter com uma rapariga, ou ir brincar com os rapazes. Mas puseram-me na prisão, e a minha vida tornou-se divina. Tremenda!

Salvador Dalí.
"Certo dia um destes senhores muito ricos e bem apessoados viu, num antiquário, uma cadeira que era uma beleza. Negra, feita de mogno e cedro, custava uma fortuna. Era, porém, tão bela, que o homem não titubeou - entrou, pagou, levou para casa. A cadeira era tão bonita que os outros móveis, antes tão belos, começaram a parecer insuportáveis ao simpático senhor. Ele então resolveu vender todos os móveis e comprar outros que pudessem se equiparar à maravilhosa cadeira. E vendeu-os e comprou outros. Mas, então a casa que antes parecia tão bonita, ficou tão bem mobilada que se estabeleceu uma desarmonia flagrante entre casa e móveis. E o senhor começou a achar a casa horrível. E vendeu a casa e comprou uma outra maravilhosa. Mas dentro daquela casa magnífica, mobilada de maneira esplendorosa, o homem começou, pouco a pouco, a achar sua esposa um tanto quanto mesquinha. E trocou de esposa. Mas mesmo assim não conseguia ser feliz. Pois naquela casa magnífica, com aqueles móveis admiráveis e aquela esposa fabulosa, todo mundo começou a achá-lo extremamente vulgar."

(Trecho adaptado do livro "Pif-Paf" de Millôr Fernandes).
O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade. E se torna inautêntico quando interpreta a solidão como abandono, como uma espécie de desconsideração de Deus ou da vida em relação a ele. Desse modo não assume responsabilidade sobre as suas escolhas. Não aceita correr riscos para atingir seus objetivos, nem se sente responsável por sua existência, passando a buscar amparo e segurança nos outros. Com isso abre mão de sua própria existência, tornando-se um estranho para si mesmo, colocando-se a serviço dos outros e diluindo-se no impessoal. Permanece na vida sendo um coadjuvante em sua própria história. Você já pensou nisso?
"Não: plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazeis caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis." (Almeida Garrett, in 'Viagens na minha Terra')

"As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?" (Oscar Wilde, in 'De Profundis')
Apodreço, logo existo.

É sábio se desapegar de si próprio, parar de se idolatrar e se vangloriar. Isso não significa descuidar do corpo e da mente, apenas aceitá-los como provisórios, instáveis, incertos e insignificantes para a complexidade do universo. Esforçar-se para enfrentar a existência com menos hipocrisia, orgulho e vaidade é uma tarefa extremamente árdua e triste. Não sei qual o resultado pois não sou um vencedor neste tipo de batalha contra estas características sociais auto-impostas nas nossas relações cotidianas, mas presumo, do alto do minha racionalidade limitada, que o resultado seja o silêncio e a inércia.
think about it.


Ótimo discurso. Excelente site:
http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html
 
O verbo estudar encontra-se marginalizado nas latrinas em frente aos bares que cercam as universidades. Enquanto algumas mentes criativas encontram-se marginalizadas por seguir seus próprios interesses buscando informações e conhecimento por sua própria conta. Pode-se adquirir e produzir conhecimento fora de um ambiente acadêmico, como também é possível graduar-se sem ao menos lembrar de um terço das matérias cursadas no período letivo. Qualquer decisão torna-se mais fácil ao passo em que se adquire mais auto-conhecimento, e apenas isto.
Poema de amor, tá afim?

Enfim,
o que mais queres de mim?
Dou flores porque me disseram que é assim
que se mostra carinho e que, ao amor, se diz sim.
Mas fosse só por mim, meu querubin,
veríamos do mundo, todos os jardins;
viveríamos primaveras juntos, sem ter fim;
e seríamos, um para o outro, um jasmin.
Sim?

Fim.

Ficou ruim?
Nota:

Ao longo dos últimos anos tenho abordado os mais diversos temas acerca da condição humana. Tenho tirado várias das minhas dúvidas escrevendo, tenho respondido a várias perguntas e formado valores e, talvez, até elucidado meu caráter por intermédio da escrita, o que é, de fato, uma bela de uma coisa para se dizer às pessoas.

Tenho percebido que minha gana pela escrita vem se esvaindo ao passo do tempo, mas apenas a gana - a ânsia de escrever tudo que se passa em minha cabeça - meu entusiasmo e gratidão em relação às palavras postas lado à lado irão comigo para a cova, certamente.

Tenho tido pouco sobre o que falar. Muito disso se deve, talvez, pela monotonia dos dias, e benzadeus as minorias que tem a destreza e o dinheiro para atravessar a vida sem sentir a monotonia de uma tarde de Quarta-Feira. Mas julgo que muito, também, se deve ao fato de os valores, brotados de longos raciocínios e questionamentos nos momentos mais niilistas que eu poderia conhecer, terem formado um caráter com fortes raízes dentro de mim mesmo; caráter, este, baseado não em idéias impostas, mas em idéias aceitas. E aí está uma grande coisa.

Aprendi que a maior vantagem que você pode ter em relação à hostilidade da vida em sociedade é a coragem de sorrir para as pessoas que te olham de um jeito estranho, ou criticam suas atitudes quando elas divergem do comum, ou do socialmente aceitável, ou do jeito que as pessoas fazem na novela; sorrir e - enquanto pensa: "Foda-se você, seu pequeno aspirante à adubo!" - dizer "Bom dia, pessoa!"

Venho descobrindo e aceitando limites, assim como venho descobrindo e aceitando virtudes e, novamente, valores. A única coisa que pode nos manter em equilíbrio, enquanto andamos selva à dentro, é saber que o que carregamos conosco é, de fato, nosso.

Sobrevivi muito bem à estes vinte e dois anos. Julgo ser capaz de lidar com os próximos.

Estou bem.